
"“Procure explicar a sua irritação… e não apenas demonstrá-la. Assim você abre a porta para uma solução e não para uma discussão.”"
Versículo do dia ·

"“Procure explicar a sua irritação… e não apenas demonstrá-la. Assim você abre a porta para uma solução e não para uma discussão.”"
Frase:
“Procure explicar a sua irritação… e não apenas demonstrá-la. Assim você abre a porta para uma solução e não para uma discussão.”
Verso:
“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” — Provérbios 15:1
Meditação:
Nem sempre escolhemos aquilo que sentimos. Existem palavras que nos machucam, atitudes que nos decepcionam e situações que realmente nos deixam irritados. Sentir raiva, tristeza ou frustração faz parte da experiência humana. Mas existe algo que podemos aprender a escolher: o que fazemos com aquilo que sentimos.
E talvez seja justamente aí que muitas relações começam a ser construídas ou destruídas. Pense em quantas conversas poderiam ter terminado de outra maneira se, em vez de explodir, alguém simplesmente tivesse explicado: “Isso me machucou”, “Eu não gostei do que aconteceu”, “Eu fiquei frustrado com isso”, “Eu preciso que você me escute”.
O problema não é necessariamente sentir irritação. O problema começa quando transformamos esse sentimento imediatamente em uma reação. Porque quando você demonstra sua raiva através de gritos, palavras duras, ironia ou até de um silêncio usado para machucar, normalmente a outra pessoa deixa de tentar entender aquilo que você está sentindo e começa a se defender. E, nesse momento, já não temos duas pessoas tentando resolver um problema. Temos duas pessoas tentando provar quem está certo.
A Bíblia diz que “a resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.” Isso não significa ficar calado diante de tudo ou fingir que nada aconteceu. Ser cristão não significa esconder seus sentimentos. Significa aprender a expressá-los de uma maneira que não destrua quem está ouvindo.
Existe uma enorme diferença entre dizer: “Você nunca pensa em mim!” e dizer: “Quando isso aconteceu, eu me senti ignorado.” A primeira frase acusa e provavelmente produzirá uma defesa. A segunda explica e abre espaço para uma conversa. Uma constrói muros; a outra tenta construir uma ponte.
E isso exige domínio próprio. Muitas vezes pensamos que domínio próprio significa não sentir raiva, mas talvez signifique sentir tudo aquilo e ainda assim decidir que o sentimento não controlará nossas palavras. Às vezes é preciso muito mais força para baixar o tom de voz do que para aumentá-lo. Mais força para esperar alguns minutos antes de responder. Mais força para escolher palavras que expliquem sua dor quando você conhece perfeitamente as palavras que poderiam machucar a outra pessoa.
Jesus também experimentou tristeza, indignação, frustração e profunda angústia. Ele não precisou deixar de sentir para continuar no controle de Suas atitudes. Seus sentimentos eram reais, mas não eram seus senhores. E talvez nós precisemos aprender exatamente isso.
Você não precisa fingir que nada aconteceu. Não precisa guardar tudo dentro de você e muito menos permitir que as pessoas ultrapassem seus limites. Mas pode aprender a transformar aquilo que sente em palavras que possam ser compreendidas, em vez de armas que serão lembradas muito tempo depois que a discussão terminar.
Talvez, em algumas situações, o maior problema não seja aquilo que estamos sentindo, mas a maneira como estamos comunicando o que sentimos. Explique antes de explodir. Porque quando você explica, existe a possibilidade de ser compreendido. Quando simplesmente explode, quase sempre deixa feridas que depois também precisarão ser tratadas.
Na próxima vez que algo irritar você, não responda imediatamente. Faça uma pequena oração: “Senhor, ajuda-me a explicar o que estou sentindo sem ferir quem está me ouvindo.” Depois, converse.
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